"Análise do Comportamento Aplicada:Reflexões a partir de um cenário internacional e das perspectivas brasileiras".

Por : Drª Maria Martha Costa Hübner

          Análise do Comportamento Aplicada (ABA) no Brasil nunca esteve em tamanha evidência. Pelo crescimento da procura da população por tratamentos eficientes para o autismo, o governo do estado de São Paulo lançou, em final de 2012, um edital informando que só fornecerá recursos a tratamentos baseados em evidência científica e cita a “Terapia ABA” como uma referência. Vê-se, semanalmente, em revistas de grande impacto nacional, entrevistas com terapeutas comportamentais na citação de procedimentos bem sucedidos no tratamento a fobias, transtornos obsessivos-compulsivos, depressão dentre outros transtornos psiquiátricos. Sem falar no sucesso da ABA nos esportes: campeões olímpicos no atletismo, vôlei e no futsal tiveram como psicólogos da equipe analistas do comportamento (dentre eles, Cristiana Tieppo Scala, psicóloga da equipe de [Maurren Maggi], campeã olímpica de salto, Sâmia Hallage, na equipe de vôlei feminino e Eduardo Cillo, na equipe de futsal, campeã mundial em 2012).

          Em nível internacional, governos convocaram analistas do comportamento como consultores na resolução de problemas sociais, como a obesidade infantil, por exemplo. Na Inglaterra, Fergus Lowe e Paulina Horne (Lowe & Horne, 2009) foram chamados pelo governo inglês para aplicarem seu programa de ensino de alimentação saudável a inúmeras crianças.

          Um dos livros mais conhecidos mundialmente na área, “Applied Behavior Analysis” (Análise do Comportamento Aplicada), de Cooper, Heron e Heward (2007) foi recentemente traduzido na China! Além disso, um número especial do periódico “The Behavior Analyst” foi organizado para oferecer um tratamento comportamental às questões ambientais (Heward & Chance, 2010).

          O sucesso da aplicação de nossa abordagem é um fato irreversível, no Brasil e no mundo. Segundo dados do Laboratório para Estudos da História da Análise do Comportamento no Brasil (LEHAC), o número de dissertações e teses de doutorado em Análise do Comportamento Aplicada no Brasil também cresce abruptamente (Guedes, Candido, & Matheus, 2009), o que é uma novidade, em um país cujas bases acadêmicas foram tradicionalmente em pesquisa básica.

          A ABAI (Association for Behavior Analysis International) registra em torno de 12 mil membros oriundos de outros países (além dos Estados Unidos, que reúnem em torno de sete mil membros), compondo uma diversidade de 37 países que se filiaram à ABAI. A maior parte desses grupos envolve um trabalho de aplicação da Análise do Comportamento. Temos hoje grupos de analistas do comportamento no oriente médio e um curso de pós-graduação em Análise do Comportamento Aplicada à Enfermagem criado pela ABAI na Jordânia e outros em tramitação em Abud Dahbi.

          Anualmente, em torno de seis eventos (congressos) são realizados pela ABAI, dentro dos Estados Unidos, além do mega congresso nacional, realizado sempre no mês de maio, que reúne em torno de cinco mil congressistas. Além disso, a cada dois anos um evento é realizado em algum lugar do mundo, fora dos EUA (em 2004 este evento foi realizado no Brasil, em Campinas, com o recorde de 2400 participantes; seis congressos internacionais da ABAI já foram organizados, tendo sido o último em 2010, em Granada, Espanha e o próximo será em outubro de 2013, em Mérida, México). Um panorama dos trabalhos apresentados nesses eventos revela que a maioria é de aplicação, com uma diversidade crescente. Em 2012 , nos EUA, pela ABAI, por exemplo, houve um evento inteiramente dedicado ao tema sustentabilidade e às contribuições possíveis da Análise do Comportamento Aplicada.

          No Brasil, a ABPMC (Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental) é um grande fórum científico e profissional de reunião e discussão da abordagem comportamental no Brasil, solidamente instalado, tendo em seu banco de dados em torno de onze mil nomes de pessoas interessadas na abordagem comportamental, reunindo pesquisadores, profissionais e alunos envolvidos com a prática e com a produção de conhecimento na abordagem comportamental. É também o maior grupo organizado de analistas do comportamento fora dos Estados Unidos. No último congresso, realizado em Curitiba, batemos o recorde de três mil congressistas. Se considerarmos o número de eventos regionais em Análise do Comportamento realizados ao longo de cada ano (as conhecidas Jornadas de Análise do Comportamento), adicionadas ao congresso nacional da ABPMC, temos o impressionante número de cinco mil e quinhentas pessoas se reunindo por ano, no Brasil, com interesse em Análise do Comportamento. Uma rápida análise dos programas dessas jornadas e da própria ABPMC revela o predomínio da Análise do Comportamento Aplicada.

           Recentemente estamos iniciando um movimento de liderança na América Latina para discussão de um possível sistema de certificação do analista do comportamento no Brasil. A necessidade de uma certificação de uma especialidade surge justamente quando há muita procura por ela devido ao sucesso da especialidade, o que pode atrair pessoas oportunistas e despreparadas para a atuação profissional. Quando profissionais renomados em outras especialidades começam a rotular inapropriadamente nossa área (chamando-a, por exemplo, de “Método ABA” e passam a tomá-la para si, sem o devido preparo, apenas com o benefício da fama), é a hora de regularizarmos um pouco mais o direito de denominar-se “Analista do Comportamento”.

            Uma breve leitura de nossos trabalhos, como aqueles aqui publicados, revela, rapidamente, a amplitude e o alcance social das questões por nós abordadas, bem como o profundo respeito que demonstramos, em cada trabalho, à individualidade e singularidade do ser humano. Embora sejamos conhecidos pelo rigor científico, na busca de evidência empírica e na análise minuciosa dos dados, o caráter humanista de nossa aplicação é um aspecto central, embora pouco conhecido. Sobre esse tópico, Murray Sidman, um grande pesquisador, publicou um artigo no periódico Journal of Experimental Analysis of Behavior (JEAB), em 2007, intitulado “Análise do Comportamento: o que há nela para nós”. Nesse artigo, o autor descreve a emoção que sentia quando seu participante de pesquisa atingia as metas de um programa de ensino de leitura. Ele revela que no dia em que o participante conseguiu aprender a ler (o que não era conseguido há muitos anos), ao chegar em sua casa, Sidman colocou uma música para tocar (em estilo fanfarra ou banda orquestrada, dessas que se apresentam em paradas e desfiles ) e se imaginava regendo a banda ao lado de seu participante de pesquisa. Comenta, em seguida, de sua emoção e do quanto isto não aparece em nossas publicações e do quanto isso deveria ser divulgado para o aluno ingressante em Análise do Comportamento. Em outras palavras, entendo que Sidman tenha querido dizer que em Análise do Comportamento há muita emoção e compromisso. E mais, que desde a pesquisa básica há um forte compromisso e envolvimento do Analista do Comportamento com o seu participante. Desnecessário dizer, então, desse compromisso, envolvimento, quando se trata de aplicação. O analista do comportamento aplicado é, definitivamente, um profissional extremamente humanista, engajado e preocupado com seu cliente. Não faltam artigos na área sobre relação terapêutica, mostrando que não há uma aplicação que seja asséptica de emoções. Como diz Regina Wielenska, renomada terapeuta comportamental brasileira, a relação terapêutica não é somente importante; ela é TUDO na Análise do Comportamento (Wielenska, 2000).

           Uma boa indicação do quanto nos importamos verdadeiramente com CADA cliente, é a forma como descrevemos o que fazemos com cada um. No campo do autismo, por exemplo, denominamos nossos programas de atendimento de Programas de Ensino Individualizados (PEI) e não temos pacotes fechados de procedimentos que devam ser aplicados a todos os clientes da mesma forma e na mesma sequência. Os princípios básicos do comportamento são universais, descobertos em laboratório, em pesquisa cuidadosamente planejada e já foram demonstrados em um imenso conjunto de populações. Mas cada novo cliente, cada novo participante, exige do analista do comportamento aplicado uma análise das contingências que atuaram e atuam sobre aquele cliente, exige a identificação de repertório de linha de base, o repertório de entrada, antes de planejar a intervenção, seja no âmbito da pesquisa aplicada ou da intervenção.

          Tal como Lattal (2005) apontou, mesmo no âmbito aplicado, fazemos parte da ciência “Análise do Comportamento” (que envolve a Análise Experimental do Comportamento e a Análise do Comportamento Aplicada) e nosso compromisso é também com a produção do conhecimento. Tal compromisso está refletido aqui nesse volume da coleção “Comportamento em Foco”. Quando deixamos de produzir conhecimento, deixamos de ser, por assim dizer, analistas do comportamento, no verdadeiro sentido e passamos a ser Técnicos. Não há demérito nenhum em exercermos o nível técnico, em aplicarmos uma ciência, mas desapareceríamos se só isso fizéssemos, pois o técnico preocupa-se prioritariamente com a resolução do problema e não com a explicação do processo que levou à solução. E se deixássemos de explicá-lo, em algum momento, o processo poderia desaparecer ou não se adaptar mais a eventuais mudanças no ambiente. Mas penso que estamos na direção da produção de conhecimento, haja vista a preocupação em lançar este volume. Publicar é uma tradição de nossa área. Vejamos como estamos em relação a outras características da Análise do Comportamento Aplicada.

      Inevitável nos referirmos ao texto clássico de Baer, Wolf e Risley (1968), atualíssimo, que nos guia para o futuro ao enumerarem alguns requisitos essenciais do que deveria ser a Análise do Comportamento Aplicada.

          O primeiro aspecto diz respeito ao termo “aplicada”. Para ser considerado um trabalho em Análise do Comportamento Aplicada é preciso que ele traga contribuições para a resolução de problemas da sociedade; que contribua, por exemplo, para que um ser humano possa levar uma vida mais plena, incluído na sociedade, que possa ter um trabalho, na vida adulta, que o satisfaça, por exemplo.

O compromisso do trabalho ABA com a evolução e melhoria na vida do indivíduo”, (Cooper et al, 2007). Os critérios do que seria uma vida plena, do que seria um trabalho que “satisfaça” vão ser estabelecidos em uma cultura, em uma família, pelo próprio cliente. Mas, sobretudo, envolverão aspectos que sejam significativos, importantes para o indivíduo.

        Analisando o quadro brasileiro da diversidade de trabalhos em Análise do Comportamento Aplicada no encontro anual da ABPMC de 2011, temos, por exemplo, dezenove diferentes áreas de interesse apresentando trabalhos, a saber: pesquisa básica (equivalência, resposta de observação, controle aversivo, comportamento do consumidor, comportamento verbal, controle de estímulos); esportes, organizações, terapia comportamental, transtornos do desenvolvimento, medicina comportamental, gerontologia comportamental, terapia sexual, habilidades sociais, acompanhamento terapêutico, assistente em escolas, patologia da fala, educação,“coaching” , bem estar infantil e desenvolvimento, cultura, sustentabilidade, crime, trânsito (levantamento realizado pelo Presidente do Congresso da ABPMC de 2011, Denis Zamignani). Não me restam dúvidas, portanto, de que temos orgulho do caráter aplicado de nossos trabalhos. Talvez possamos refletir, apenas, da direção em larga escala, em uma análise molar: temos ainda inúmeros problemas sociais graves (analfabetismo, violência urbana, destruição ambiental, competição exarcebada nas relações sociais, desemprego, baixa qualificação para o trabalho dentre inúmeros outros) e minha impressão é que ainda a maioria de nossos trabalhos não se refere fortemente a tais problemas. Aqui e no mundo. O “boom” do trabalho comportamental voltado ao autismo começa a acontecer no Brasil e é o forte da aplicação comportamental no mundo. Trata-se, sem dúvida, de um trabalho fundamental, sem o qual milhões de autistas ainda estariam no limbo e vivendo reclusos. Nos Estados Unidos a supremacia da eficácia da Análise do Comportamento nessa área é inegável (dado o volume de trabalhos publicados comprovando a eficácia) e em muitos estados tornou-se lei: se a criança é autista, ela só pode, por lei, ser tratada por um analista do comportamento certificado. Isso foi um avanço e uma grande conquista. Mas o quero alertar é para o aspecto de que muitos de nós precisa se dedicar a outras áreas, a outros problemas sociais, pois a população autista será sempre 0,01% da população geral e temos 99% da população para olhar e milhares de outros problemas acontecendo e trazendo impactos severos, para os quais a Análise do Comportamento apresenta recursos teóricos e de aplicação (tal análise foi inspirada em uma apresentação de Maria Malott, Diretora Executiva da ABAI, por ocasião da conferência de abertura realizada em 2011, no XX Encontro Brasileiro e no I Encontro Sul Americano de Análise do Comportamento).

           O segundo aspecto mencionado por Baer e colaboradores (1968), parece óbvio, a princípio: temos que ser comportamentais; estudar comportamento e não sobre o comportamento. Nesse sentido, importante comentar o papel do comportamento verbal. Quando nossos clientes relatam, isso é comportamento e muitas vezes tomamos esse comportamento como se fosse dado de um outro comportamento. Nem sempre o será. Um descuido aqui nos desviaria do requisito de sermos comportamentais. Um segundo aspecto derivado desse é que precisamos medir, mensurar o comportamento estudado e distinguir quando as mudanças que observamos são do comportamento de nosso cliente ou do nosso próprio comportamento. Nossos estudos de caso, por mais descritivos que sejam, deveriam envolver alguma medida comportamental e por vezes tenho receio de que nos afastamos desse aspecto exigido por Baer e colaboradores (1968), atendendo-o apenas quando realizamos pesquisas: “ mensurações explícitas da fidedignidade de observadores humanos torna-se não meramente uma boa técnica, mas um critério mor para se considerar o estudo como comportamental” (Baer & cols, 1968, p.93).

             A terceira característica da Análise do Comportamento Aplicada vai tornando mais exigente o direito de nos intitularmos Analistas do Comportamento Aplicado: requer que provemos a relação funcional entre o nosso procedimento e o resultados que obtivemos; uma relação demonstrada entre os eventos que manipulamos e a mudanças que observamos. Mesmo que em contextos sociais, por razões éticas, não consigamos demonstrar a relação funcional, o princípio precisa ser mantido, segundo os autores: deve-se demonstrar o controle da melhor maneira possível. Interessante notar que esse aspecto, embora pareça um aspecto essencialmente de pesquisa, contém um aspecto ético e clínico importante - o de demonstrar que foi o nosso procedimento (pelo qual, muitas vezes, o cliente paga) e não qualquer outra ação que gerou os efeitos em nosso cliente.  Se isso não importasse, qualquer tipo de ajuda estaria em igual nível de importância (conversas de bar, ombro amigo, conversas com o chefe etc.) e nossa profissão estaria ainda mais desvalorizada. Nossa situação, nesse sentido, em ambientes sociais complexos não é fácil. Mas tenho aprendido, cada vez mais, que decisões tomadas com base em dados, a partir de mensurações explícitas, torna processos transparentes e isso traz positivas contribuições a todos. Talvez seja o momento de verificarmos o quanto em nosso dia a dia, como Analistas do Comportamento Aplicados, temos conseguido ser analíticos, de fato. A complexidade e fluidez da situação (seja clínica, escolar ou organizacional) não deveria nos inibir e nem mesmo o grande trabalho que requer, a princípio. Quando se aprende a trabalhar com base em dados, o processo entra na rotina e a clareza e transparência surgem como as melhores mestras. 

           Três aspectos da Análise do Comportamento Aplicada abordados pelo autores: tecnológico, conceitualmente sistemático e efetivo nos colocam em melhor posição, a primeira vista: somos conhecidos no Brasil por sermos muito sofisticados em termos conceituais e nossos textos comprovam claramente esse aspecto; estamos constantemente relacionando os conceitos empregados em nossos trabalhos com os princípios dos quais são derivados e apresentando análises minuciosas. Recentemente, na última década, talvez, com novas teorias e propostas terapêuticas, possamos estar nos distanciando da linguagem clara e precisa que os autores originais do Behaviorismo nos ensinaram e que foi sempre uma forte característica da abordagem. Isto poderá ser um retrocesso e o texto de Baer e colaboradores, embora publicado há quarenta e cinco anos atrás, nos alerta para esse fato. O importante é nos atermos à necessidade de não só abordarmos problemas significativos para o indivíduo, mas sempre fazê-lo de um modo comportamental e com coerência conceitual; isto não implica em nos fecharmos a novas descobertas ou novas propostas de trabalho. Mas penso que devamos nos ater à constante tarefa de verificarmos se novos termos, se novos conceitos, se referem a novos princípios. Se não se referirem, talvez sejam modismos e, nesse sentido, precisam ser descartados. Se forem descobertas de novos princípios, baseados em dados, devemos acolher.

             O requisito “tecnológico” nos alerta para que nossos procedimentos possam ser replicáveis. De nada nos adianta sermos efetivos, se ninguém mais pode fazer igual. Fazemos parte de uma ciência e para trazer o bem comum, é preciso que os procedimentos possam ser repetidos por outros. Esse aspecto relaciona-se ao anterior, no que diz respeito à linguagem técnica, precisa e clara. Ninguém replica aquilo que não entende. Linguagens herméticas e poéticas impressionam, mas impedem a construção do conhecimento. Tenho certeza que a ninguém de nós - Analistas do Comportamento Aplicados - interessa o sucesso isolado ou a fama efêmera.     

          Finalmente, precisamos ser efetivos e obter generalidade - a mudança que conseguirmos deverá ser duradoura e emergir em outras situações, além daquelas trabalhadas diretamente. Quanto a esses dois aspectos, penso que eles se referem à maior pressão recebida pelos clientes e beneficiários do trabalho do Analista do Comportamento Aplicado. Em outras palavras, envolve um forte controle sobre o comportamento do terapeuta, do educador ou do empresário que pretende ser Analista do Comportamento: se esse dois aspectos não estivessem presentes em nosso trabalho, não estaríamos hoje tão fortes. Permitam-me complementar que, talvez justamente por isto, a Análise do Comportamento seja tão forte na área do autismo, no mundo todo: a efetividade e a generalidade do trabalho comportamental no autismo são exaustivamente documentados, em milhares de publicações em periódicos respeitados da área. Empresas de seguro valem-se disso para credenciar serviços e fazer apólices. Tal status, guardadas as devidas proporções, deveria ser uma meta de todo serviço em Análise do Comportamento Aplicada.

          Aos que desejam essas direções já são, a priori, Analistas do Comportamento Aplicados, por adesão; aos que desejam e concretizam tais ações, requeridas por Baer, Wolf e Risley, desde 1968, são os Analistas do Comportamento Aplicados, membros honorários e indispensáveis de uma ciência que só avança. Aos que julgam impossível, desnecessário ou indesejável, cabe-lhes o lugar de Técnico da Análise do Comportamento. Lugar também importante. Sem o técnico, que domina o “saber fazer” nada acontece. Mas se só técnicos sobreviverem, a extinção da espécie é ameaça certa. Cabe a nós a escolha. Que construamos contingências de sobrevivência e de equilíbrio entre os diferentes níveis de tecnologia e ciência. Somos otimistas. Uma nova característica da Análise do Comportamento Aplicada, acrescida por Cooper e colaboradores (2007).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA

Baer, D.M., Wolf, M.M., & Risley, T.R. (1968). Some current dimensions of applied behavior analysis. Journal of Applied Behavior Analysis, 1, 91-97.

Guedes, M. C., Candido, G. V., & Matheus, N. M. (2009). LABEX em Colóquios (v.13). In XIV LABEX - Pesquisa em Análise do Comportamento: perspectivas, desafios, Behaviors: ciência básica, ciência aplicada.

 Lattal, K. (2005). Ciência, Tecnologia e Análise do Comportamento. In J. Abreu-Rodrigues, & M. R. Ribeiro (Orgs.), Análise do comportamento: pesquisa, teoria e aplicação (pp. 15-27). Porto Alegre: Artmed .

Lowe, F., & Horne, P. (2009). Food Dudes: Increasing children’s fruit and vegetable consumption. Cases in Public Health Communication Marketing. 3, 161-185. Disponível em: www.casesjournal.org/volume3

 Cooper, J. O,  Heron, T. E., & Heward, W. L (2007). Applied Behavior Analysis. (2nd Edition). 

Heward, W, & Chance, P (2010). Introduction: Dealing with what is. The Behavior Analyst, 33, 145-151.

Sidman, M. (2007). The analysis of behavior: What’s in it for us? Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 87, 309-316.

Wielenska, R. C. (2000). A investigação de alguns aspectos da relação terapeuta-cliente em sessões de supervisão. Revista Brasileira de Terapia  Comportamental e Cognitiva, 2, 9-19.